UNLOCK HOTELS COLLECTION

Imprensa

The Noble House Évora - No sossego do Alentejo

2017-08-03

A cinco minutos a pé da Praça do Giraldo e do Templo de Diana, a velhinha Pensão Policarpo deu lugar a um hotel onde não se apagaram as memórias de outros tempos.

À janela do último andar do novíssimo hotel The Nobel House, em Évora, descobre-se uma imensa planície, que se estende num horizonte por cima dos telhados e por muitos e muitos quilómetros até se perder de vista. Nesta paisagem desafogada, há campos dourados, casas tipicamente alentejanas e árvores que, aqui e ali, distraem o olhar.

O silêncio e a tranquilidade fazem esquecer que o centro da cidade está ali ao virar da esquina – o Templo de Diana, a Sé Catedral e a Praça do Giraldo ficam apenas a um curto passeio a pé, na verdade. Este edifício do século XV já foi residência dos Condes de Lousã e, mais tarde, a velhinha Pensão Policarpo – o primeiro alojamento da cidade, aberto nos anos 20 do século XX.

Em finais de junho, ganhou uma nova vida com a inauguração do The Nobel House, propriedade da Unlock Boutique Hotels, empresa criada há cerca de um ano e que detém outras unidades hoteleiras. “Tivemos o cuidado de respeitar a traça do edifício e as estruturas existentes, ficaram os bonitos azulejos da Fábrica Lisbonense, os vestígios da muralha, que se podem apreciar em dois quartos e no interior do hotel. Mantivemos, ainda, a pia e a chaminé originais na antiga cozinha, agora transformada em sala de estar”, descreve Cláudia Abreu de Carvalho, diretora do The Noble House.

A estas relíquias junta-se o chão em madeira, com mais de 100 anos, e algumas peças antigas, como as fechaduras que estão expostas no último andar. Ao todo, são 24 quartos, divididos pelas categorias de classics, prestige, noble room, suíte, noble suite e garden suíte. Todos estão decorados com cores suaves e sóbrias, como o beje, os azuis e os verdes, escolhidas pelo arquiteto Fernando Coelho, e que se prolongam pelas áreas comuns do The Noble House.

Ao despertar, pode-se tomar o pequeno-almoço – composto por pão alentejano, sumo de laranja natural e fatias de bolos caseiros, entre outros mimos – no terraço, ao ar livre, junto à antiga cozinha ou na bonita sala interior que o antecede. “Temos a certeza que se trata de uma unidade única na cidade de Évora quando vemos a reação dos hóspedes ao perceberem que dormem em quartos cheios de história”, conta a diretora.
Sandra Pinto

Ver artigo original